Se eu não a respondo, me sinto culpado.
Quando vou falar com ela, se ela não me dá a resposta da maneira imediata e com a atenção que ela costuma dar, me sinto triste e que fiz algo errado.
Se eu faço algo que quero, ao invés de conversar, responder, dar atenção, sinto que vou a perder.
Ao mesmo tempo, sinto nojo de tudo isso.
Não sinto nojo dela. Eu a quero muito. Eu sou apaixonado por ela.
Sinto nojo de mim.
Dessas atitudes que transpiram insegurança, medo, falta de auto-aceitação. Transpiram o que sinto por dentro. Medo. Medo de estar sozinho, medo de ser rejeitado, medo de ser humilhado, medo de perder tudo, medos e ser insuficiente pra mim mesmo. Medo.
Necessidade de segurança, de promessas de eternidade. Parece chato, mas é confortável. Parece errado.
Não sei o que estou fazendo da vida, no serviço, comigo mesmo.
"Vc não precisa ser entretenimento de ninguém"
É o que quero ser. Parece que é a única maneira de me sentir bem. Se não estou entretendo, estou desconfortável.
Não estou aproveitando a vida. Não estou focando em mim, nem nos meus objetivos. Não tenho mais objetivos.
Estou o tempo todo preocupado se estou sendo quem ela admira e quer ao lado.
Eu sou louco.
Eu sou metamorfo.
Sou sem forma.
Sou ninguém.
Se sou alguém, viro ninguém.
Porque ninguém tem como não gostar de ninguém.
Todos odeiam alguém.
Poucos odeiam ninguém.
Ninguém agrada a todos.
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